Sua oportunidade de fazer negócio com o Governo de Santa Catarina!
Sobre a corporate
O Laboratório de Inovação em Governo da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) possui o objetivo de impulsionar a inovação na prestação de serviços aos catarinenses. Por meio da parceria com o LinkLab da ACATE são mapeados desafios com o objetivo de encontrar soluções inovadoras capazes de atendê-los.
O Governo de Santa Catarina, por meio do LinkLab - programa de inovação aberta da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), está buscando startups para ajudar na resolução de seus desafios, a partir de projetos de inovação aberta.
Você conhece nessa página os desafios e oportunidades que estão abertos, confere quais fazem sentido para o negócio da sua empresa, e então inscreve a sua startup para resolvê-lo!
Inscrição
da startup/solução no LinkLab ACATE
Seleção
das startups aderentes aos desafios
Apresentação
da solução - Presencial ou remota
Alinhamento
do escopo do projeto
Conexão
com a corporate e novas oportunidades
Aprimoramento da estrutura nos atendimentos as terapias especializadas realizadas pelo Plano SC Saúde
...O Plano SC Saúde, ligado a Secretaria de Estado da Administração de Santa Catarina, é responsável pelo atendimento de saúde a todos os servidores do estado, somando mais de 205 mil segurados e contando com aproximadamente 5 mil prestadores de serviços cadastrados.
...Foram implantados e distribuídos estrategicamente em todo o estado, 12 CAS – Centro de Atenção ao Segurado, possibilitando um melhor atendimento presencial, além de outros canais (e-mail e 0800) aproximando os Segurados ao SC Saúde.
...Nos últimos anos, a demanda por terapias do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem se tornado crescente. Em muitos casos, as solicitações envolvem múltiplas abordagens simultâneas, elevada carga horária semanal e indicação de longo prazo, o que exige dos gestores decisões individualizadas e tecnicamente embasadas.
...O fluxo de trabalho atual é essencialmente manual e fragmentado. As solicitações chegam por duas portas: via sistema, para coberturas dentro do rol (mais automatizadas, mas ainda com horários desordenados em alguns casos), e, em grande parte, via decisão judicial, sendo liberadas pelo sistema, porém sem o controle efetivo na ponta.
...A auditoria do faturamento e a pré-autorização são realizadas,no entanto o sistema não tem o controle real do serviço executado, no que remete a comprobabilidade real do serviço prestado.
...No caso do pagamento via nota fiscal o Centro de Atendimento ao Segurado (CAS) recebe os documentos listados no POP (após a prestação do serviço), e todo o processo de aprovação, conferência documental e pagamento é feito manualmente.
...A falta de rastreabilidade na ponta impede a verificação da qualificação profissional, o controle da frequência correta das sessões (evitando o faturamento de mais horas do que o devido, como por exemplo de 16 horas de terapia) e a modalidade exata aplicada. A principal falha é a ausência de mensuração de desfechos clínicos, o que impede a avaliação da efetividade do tratamento e a correlação entre custo e resultado. Esta gestão manual facilita fraudes na modalidade de serviço e a criação de "falsas terapias", podendo gerar prejuízos à saúde do segurado e impactando negativamente o orçamento.
Necessidade: buscam solução a qualificação do atendimento desde a entrada do indivíduo, a revisão de diagnósticos/laudos, e o foco na autonomia funcional máxima do segurado, garantindo que o tratamento seja efetivo, reduzindo custos com serviços desnecessários e combatendo a fraude que impacta tanto o segurado quanto o erário.
Prazo de inscrição: 29/11/2025.
Qualificação da pertinência clínica e terapêutica em tratamentos oncológicos para redução de desperdícios e melhoria da gestão assistencial
...O Plano SC Saúde, ligado a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, é responsável pelo atendimento de todos os servidores do Estado de Santa Catarina. O SC Saúde enfrenta um desafio de gestão e sustentabilidade financeira imposto pelo aumento expressivo das ações judiciais, que somaram R$ 80 milhões em 2024. Desse montante, 87% está diretamente ligado a tratamentos oncológicos.
...O processo de autorização e análise de tratamentos oncológicos concentra-se nas ações judiciais, que frequentemente demandam medicamentos e procedimentos fora do rol próprio de cobertura do SC Saúde, como o tratamento domiciliar.
...Após uma decisão judicial, que pode inclusive solicitar uma clínica específica, a relação médico-paciente foge ao controle do SC Saúde. O Plano, que atua como pagador, fica refém do rito interno do Estado, que exige a cotação de três orçamentos tramitados manualmente via SEI, mesmo para casos judiciais. O controle subsequente é meramente financeiro: as clínicas enviam notas fiscais mensalmente, e o pagamento é processado sem um controle assistencial efetivo do segurado ou do tratamento. Não há protocolos internos estruturados para validação clínica e terapêutica desses casos, nem integração entre os sistemas (SES, sistemas hospitalares) e o sistema do SC Saúde, que gerencia 5 mil prestadores e 15 mil médicos.
...A principal lacuna no processo atual é a ausência de uma opinião especializada em oncologia dentro do Plano. Atualmente, não há uma expertise médica baseada em evidências, protocolos definidos e um sistema de acompanhamento. Isso impede a auditoria farmacêutica efetiva como por exemplo da dosimetria, além da correta avaliação, negociação e dispensação de medicamentos.
As fragilidades do processo geram alto risco e desperdício como:
Desperdício e Custo: Embora não haja um cálculo formal de desperdício (como os R$ 20 milhões sugeridos pelo mercado), a falta de controle contribui para um aumento de 10% nos custos ao ano, impactando diretamente a sustentabilidade financeira da saúde pública.
Rastreabilidade Zero: A ausência de acompanhamento do paciente gera um gargalo de tempo e risco de erros, pois não há rastreabilidade ou transparência nas decisões médicas (que são externas ao Plano). Não há junta médica formal; hoje, o controle se limita ao juiz e uma pessoa para a parte financeira.
Qualidade Assistencial: A falta de critérios claros impede a garantia da qualidade e previsibilidade do atendimento oncológico, abrindo espaço para clínicas não credenciadas serem incluídas por ordem judicial e dificultando a manutenção do controle da rede.
Necessidade: O SC Saúde busca uma solução que ofereça um sistema de acompanhamento e opinião especializada para qualificar o tratamento oncológico. O objetivo é que a tecnologia, não apenas dê suporte à decisão, sugerindo a pertinência do tratamento com base em evidências, mas também permita uma análise automatizada com validação por um médico contratado ou um serviço terceirizado especializado.
Prazo de inscrição: 29/11/2025.
Melhorar a Fiscalização de Contratos de prestação de serviços para atendimento judicial
...A fiscalização de contratos públicos é uma atividade essencial para garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e que os serviços contratados atendam às expectativas e exigências estabelecidas. No momento, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) tem enfrentado um grande desafio, principalmente em relação aos contratos de prestação de serviços judicializados.
Atualmente, encontram-se vigentes 360 contratos judiciais na área da saúde, abrangendo 1.233 itens, que totalizam aproximadamente R$ 116,8 milhões, todos demandando fiscalização efetiva.
...A responsabilidade pela fiscalização destes contratos está, em grande parte, concentrada no Centro Catarinense de Reabilitação (CCR) e na Gerência de Regulação de UTI (GEUTI), setores que dispõem de equipes reduzidas, localizadas na Capital, embora os contratos se estendam por todo o território catarinense.
...Tais contratos variam em complexidade, indo de simples atendimentos fisioterapêuticos a serviços de Home Care, que envolvem múltiplos itens e requerem acompanhamento detalhado. A fiscalização, no entanto, ainda é realizada de forma manual, mediante conferência de documentos físicos, planilhas e relatórios com assinaturas e carimbos, posteriormente digitalizados e inseridos em diferentes sistemas (SGM2, Conecta, SGPE). Esse processo não assegura a veracidade de informações cruciais, como a identidade do profissional responsável e o local de execução do serviço.
...Essa fragilidade gera incertezas quanto à duração, frequência real e qualificação profissional do atendimento prestado, que, não obstante, é pago pelo Estado. As falhas na fiscalização têm impacto direto e cumulativo no orçamento público, na qualidade da assistência ao paciente e na ampliação da judicialização. O maior risco identificado é a continuidade de pagamentos sem comprovação adequada da execução ou efetividade dos serviços, comprometendo a eficiência e a legalidade da aplicação dos recursos públicos.
Necessidade: Buscam uma solução tecnológica que permita aos fiscais acompanhar os contratos de forma ágil, precisa e segura, garantindo transparência, integridade das informações e eficiência na fiscalização dos contratos de prestação de serviços judicializados. Que vise garantir o rastreamento confiável, qualidade do serviço contratado e eficiência na utilização dos recursos públicos.
Prazo de inscrição: 10/11/2025.
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